Saint Etienne 0-0 Nice: Empate no Playoff de Promoção
O primeiro jogo da final do playoff de promoção-rebaixamento da Ligue 1 terminou sem gols no Stade Geoffroy-Guichard, deixando Saint Etienne e Nice empatados antes do retorno de sexta-feira na Allianz Riviera. Nenhuma das equipes conseguiu um chute no alvo na noite de terça-feira, então tudo continua em jogo neste duelo de duas partidas por uma vaga na elite do futebol.
O treinador do Saint Etienne, Philippe Montanier, armou a equipe em um 4-2-3-1 que se baseava na agressividade de Julien Le Cardinal e Maxime Bernauer na defesa central. Eles patrulharam a entrada da área e forçaram o Nice a jogar à sua frente. O Nice, sob o comando de Claude Puel, igualou a formação, mas perdeu Hicham Boudaoui devido a uma lesão aos 11 minutos. Charles Vanhoutte entrou em campo e ajudou a equilibrar a posse, mas os visitantes não conseguiram quebrar as linhas com frequência suficiente.
O ponto-chave chegou no 36º minuto, quando Luan Gadegbeku achou que tinha ganho um pênalti, mas o VAR cancelou a decisão. Essa foi a aproximação mais próxima que os anfitriões tiveram para abrir o placar. Lucas Stassin lutou na frente, mas raramente recebeu serviço pelos flancos, enquanto os dribles de Zuriko Davitashvili não levaram o Saint Etienne a mais perto do gol do que a bandeirinha de escanteio, antes de ele sair no primeiro minuto de tempo adicional, substituído por Aïmen Moueffek.
O controle da posse de bola do Nice, medido em 55 por cento, girou em torno de Abdulay Bah e Kojo Peprah Oppong, que reciclaram o jogo desde a defesa. Tiago Gouveia se deslocou para dentro para se conectar com Morgan Sanson, mas o sistema de duplo bloqueio de Montanier, ancorado por Abdoulaye Kanté, manteve a coluna central fechada. O cartão amarelo de Kanté no 63º minuto por uma falta parecia inevitável, dada a quantidade de duelos no meio de campo, mas também era um lembrete da linha tênue que os anfitriões caminhavam entre intensidade e indisciplina.
Puel buscou maior amplitude após o intervalo. Ali Abdi substituiu Gouveia no intervalo, Jonathan Clauss subiu pela direita até Djibril Coulibaly entrar aos 90 minutos, e uma mudança dupla no 63º minuto trouxe Isak Jansson e Kevin Carlos Omoruyi para os lugares de Sofiane Diop e Mohamed-Ali Cho. O plano era esticar os laterais do Saint Etienne, mas Omoruyi ficou limitado a trabalhar de retenção e Jansson foi pego em posição de impedimento uma vez, evidenciando como a linha defensiva da casa manteve bem sua posição.
As alterações de Montanier foram mais conservadoras. João Ferreira entrou no lugar de Dennis Appiah na hora para refrescar o flanco direito, Joshua Duffus chegou no 67º minuto para Irvin Cardona, mas não conseguiu incomodar Yehvann Diouf, e a aparição tardia de Florian Tardieu visou estabilizar a distribuição no meio de campo, em vez de buscar um vencedor. O resultado foi uma conclusão cautelosa em que os escanteios, seis para cada lado, pareciam mais prováveis do que as chances em jogadas abertas.
Visão Tática
- Saint Etienne (4-2-3-1): Bloco médio compacto com Kanté protegendo, Le Cardinal e Bernauer avançando para o meio de campo para interceptar. Os laterais Kevin Pedro e Appiah/Ferreira foram conservadores, priorizando a forma em vez das sobreposições.
- Nice (4-2-3-1): Abordagem baseada na posse de bola. Sanson ditou o ritmo, enquanto Bard e Mendy avançaram simultaneamente apenas após a hora. A early injury de Boudaoui limitou a pressão central, forçando Vanhoutte a recuar mais do que o planejado.
Ambas as equipes comprimiram os espaços centrais, então o confronto se reduziu a uma circulação de baixo risco. Com todos os sete chutes do Saint Etienne vindo de fora da área e o Nice tentando apenas quatro esforços no total, nenhum bloco cedeu território na área. A falta de corridas verticais deixou os atacantes isolados, e o jogo foi decidido pela estrutura em vez da inspiração.
Principais Atletas
- Julien Le Cardinal: Comandou a defesa do Saint Etienne com cinco duelos vencidos e dois desarmes, mantendo Cho e depois Omoruyi a distância.
- Maxime Bernauer: Complementou Le Cardinal com uma distribuição segura, completando 45 de 49 passes e bloqueando a rara investida do Nice.
- Kojo Peprah Oppong: Completou 74 de seus 80 passes, sendo o metrônomo da linha de trás de Puel, mas suas linhas progressivas foram principalmente laterais, ilustrando a dificuldade do Nice em quebrar a segunda linha do Saint Etienne.
- Morgan Sanson: Capitaneou o Nice com energia, disputando 12 duelos e sofrendo três faltas, mas faltou o passe final para desbloquear o empate.
Estatísticas
- Chutes no alvo: 0-0
- Total de chutes: Saint Etienne 7, Nice 4
- Posse de bola: Saint Etienne 45 por cento, Nice 55 por cento
- Escanteios: 6-6
- Faltas: Saint Etienne 10, Nice 7
- Cartões amarelos: Saint Etienne 1 (Abdoulaye Kanté 63º minuto), Nice 0
Olhando para o Futuro
O segundo jogo de sexta-feira em Nice agora se torna um confronto direto pela última vaga na Ligue 1, sem a vantagem do gol fora para nenhum dos lados. Puel deve encontrar uma maneira de traduzir a posse em entradas na área, possivelmente reintegrando uma presença ofensiva reconhecida desde o início. Montanier ficará satisfeito com a plataforma defensiva, mas precisa de mais incisividade dos jogadores abertos que apoiam Lucas Stassin. Espere que ambos os lados ajustem jogadas de bola parada nas próximas 48 horas, pois, após este empate, uma única bola parada pode decidir a eliminatória.







