Negócio fechado: Marseille conserva sua segunda posição com uma vitória convincente de 4-2 sobre Rennes no Vélodrome, mantendo quatro pontos de vantagem sobre o Monaco a duas jornadas do fim.
Habib Beye optou por um 4-1-4-1 compacto apostando nas corridas de Ismael Koné e Lorenz Assignon. O plano se mantém por quatorze minutos, Brassier entrega um diagonal perfeito e Koné abre o placar com a esquerda, explorando o espaço entre Merlin e Balerdi.
Roberto De Zerbi responde acelerando as transições de seu 4-3-3. Mason Greenwood empata no 21º minuto com um pênalti, a falta de Brassier confirmada pelo VAR quatro minutos depois. Segundo pênalti para o Inglês na sequência, desta vez perdido, Samba defende e mantém Rennes vivo.
Marseille insiste na ala direita. Jonathan Rowe multiplica os um-contra-um, Højbjerg o acompanha, Greenwood atrai os zagueiros e Adrien Rabiot aparece pelo meio para dar a vantagem no 38º minuto. No tempo adicional, Rowe envia uma perfeita assistência a Greenwood, que conclui o 3-1.
Luiz Felipe, já advertido, cede então lugar a Pol Lirola no intervalo para limitar o risco. Rennes reage tarde: triple mudança na metade do segundo tempo com Fofana, James e Gómez tentando densificar a zona central. Marseille, no entanto, controla, mesmo após a saída de Bennacer para Nadir.
O susto renna chega no 77º minuto, Olaigbe rouba uma bola pelo lado esquerdo e centra para Andrés Gómez, que reduz a desvantagem. Samba se lesiona no tempo adicional e deixa seu lugar para Steve Mandanda, um aviso que diz muito sobre a noite agitada do goleiro.
A sentença cai no 90º+2: Harit, que acaba de entrar, fixa e serve Rabiot na área, segundo gol para o meio-campista francês que selou o 4-2. O dobradinha de Rabiot e os números de Greenwood (dois gols, uma assistência) validam a hierarquia ofensiva desenhada por De Zerbi.
Taticamente, a influência de Højbjerg pesou: 81 passes completados, sete bolas recuperadas, a rampas de lançamento marcelense. Balerdi, capitão, garante o eixo com seis interceptações enquanto as alas Murillo-Rowe e Merlin-Greenwood esticam Rennes. Do lado bretão, a falta de conexão entre Cissé e Matusiwa, e a entrada tardia de Fofana, fazem a equipe depender de lampejos individuais.
Rennes permanece preso na décima segunda posição, ainda com apenas uma vitória fora de casa desde janeiro. Habib Beye deverá gerenciar o estado de Samba antes do próximo encontro no Roazhon Park. Marseille por sua vez, aborda os dois últimos jogos com uma boa vantagem sobre Monaco e Nice: um sucesso adicional selará a qualificação direta para a Liga dos Campeões, prioridade absoluta do conselho de De Zerbi.
Estatísticas chave:
- Chutes no gol: Marseille 10, Rennes 3
- Possessão: Marseille 61 %, Rennes 39 %
- Expected goals: Marseille 3,99, Rennes 1,15
- Defesas dos goleiros: Rulli 1, Samba 6
- Cartões amarelos: Marseille 3 (Luiz Felipe, Murillo, Dedić), Rennes 3 (Koné, Rouault, Assignon)






