Chelsea supera Wrexham 4-2 após prorrogação e avança para as quartas de final da FA Cup
O Chelsea derrotou o Wrexham por 4-2 após prorrogação no Racecourse Ground no sábado, garantindo uma vaga nas quartas de final e extinguindo o sonho dos anfitriões de um feito histórico nas oitavas de final. A adversidade perseguiu a equipe da Premier League durante toda a noite, mas eles fecharam o jogo com dois golpes tardios e uma demonstração dominante de profundidade.
Phil Parkinson escalou o Wrexham em um 3-5-2: Arthur Okonkwo atrás de Callum Doyle, Dominic Hyam e Max Cleworth, com Lewis O’Brien e Ryan Longman explorando o 3-4-3 do Chelsea. A diferença de recursos era evidente, mas os primeiros trinta minutos pertenciam ao clube da League One. Doyle quebrou a primeira linha do Chelsea com um passe antecipado para Sam Smith, e o atacante finalizou para colocar o Wrexham na frente aos 18 minutos. A intensidade de O’Brien, George Thomason e George Dobson impediu Alejandro Garnacho e Liam Delap de aproveitarem as oportunidades que Tosin Adarabioyo esperava explorar.
A habilidade ainda fazia diferença. O Chelsea forçou a igualdade aos 40 minutos quando Okonkwo desviou um centro baixo para o próprio gol, o único erro do Wrexham na primeira metade. Mesmo assim, os favoritos estavam sem ritmo. O cartão amarelo para Roméo Lavia por uma falta desajeitada resumiu sua apresentação bagunçada, antes de Dário Essugo entrar em campo para dar mais urgência.
O Wrexham se recusou a ceder. Kieffer Moore entrou em campo aos 66 minutos, trouxe presença aérea e, aos 78 minutos, Doyle se projetou ao passe de Josh Windass para recuperar a liderança, coroando uma exibição que já incluía a assistência do primeiro gol e inúmeras intervenções. Parecia o cenário para outro resultado surpreendente, mas o banco do Chelsea finalmente desequilibrou a partida. Quatro minutos depois, Josh Acheampong aproveitou a confusão na área para igualar. O cansaço do Wrexham ficou evidente e o cartão vermelho, validado pelo VAR, para Dobson aos 90+3 deixou-os com menos um jogador para jogar a prorrogação.
A prorrogação pertenceu a Essugo e Garnacho. O meio-campista português controlou o ritmo, liberando Garnacho para o terceiro gol aos 96 minutos. O Wrexham ainda teve seus momentos: Lewis Brunt achou que havia igualado aos 116 minutos, mas o VAR anulou o gol, gerando uma fúria que rendeu um cartão amarelo a Moore. O Chelsea então puniu a aposta. Essugo lançou João Pedro aos 120+5 e o brasileiro selou a vitória com o quarto gol, encerrando uma noite onde o Chelsea produziu 1.008 passes e teve 68 por cento de posse, mas ainda precisou do último chute para respirar aliviado.
O lado de Parkinson saiu com orgulho, tendo limitado Garnacho e Pedro Neto por longos períodos e visto O’Brien vencer 13 dos 16 duelos. No entanto, a reviravolta tardia expôs a diferença na profundidade do elenco. As duas assistências de Essugo, a determinação de Garnacho e a calma de Adarabioyo e Benoît Badiashile sob a pressão aérea foram diferenças decisivas da Premier League.
O Chelsea avança para o sorteio das quartas de final de segunda-feira com impulso e a lembrança de que sua nova geração pode se destacar sob pressão. O Wrexham deve transformar a queda emocional em combustível para sua busca pela promoção, começando no próximo final de semana, quando a tabela de jogos for retomada.
Números-chave
- Posse de bola: Wrexham 32 por cento, Chelsea 68 por cento
- Total de chutes: Wrexham 19, Chelsea 21
- Escanteios: Wrexham 9, Chelsea 4
- Cartões: Wrexham 2 amarelos mais o vermelho tardio de Dobson após VAR, Chelsea 3 amarelos
- Assistências: Callum Doyle 1, Dário Essugo 2







