Veredito de Praga
A República Checa permanece viva na qualificação para a Copa do Mundo. Dois dias atrás, em Praga, eles se recuperaram de um 2-0 para empatar em 2-2 com a República da Irlanda e, em seguida, completaram a fuga com uma vitória por 4-3 nos pênaltis, garantindo um jogo final de playoff contra a Dinamarca.
Começou mal para a equipe de Ivan Hašek. O VAR apoiou Nathan Collins no 16º minuto, o árbitro apontou para a marca do pênalti, e Troy Parrott converteu aos doze metros no 19º minuto. A situação piorou quando Matěj Kovář avaliou mal um cruzamento no 23º minuto e o desviou para o próprio gol, presenteando os visitantes com uma vantagem de dois gols.
A Irlanda não conseguiu transformar esse início em controle. Jack Taylor recebeu um cartão amarelo no 21º minuto e Ryan Manning seguiu no 25º, sinais precoces de um meio-campo mais desorganizado do que ditador. Patrik Schick diminuiu a desvantagem com um pênalti no 27º minuto, calmo sob pressão e lembrando a todos que os anfitriões tinham muito poder ofensivo para se entregarem.
Hašek não perdeu tempo em reformular seu 3-4-3. Tomáš Holeš e Vladimír Darida saíram no intervalo para as entradas de Štěpán Chaloupek e Tomáš Souček, transformando a linha defensiva em um trio mais assertivo e empurrando Ladislav Krejčí para cima. A partir daí, os checos mantiveram a posse de bola, com a distribuição de Chaloupek pela direita e as corridas de terceiro homem de Souček forçando a Irlanda a recuar.
Heimir Hallgrímsson trocou seus flancos aos 68 minutos, Robbie Brady substituindo Taylor enquanto Alan Browne entrou no lugar de Manning, mas a mudança retirou a largura inicial que Séamus Coleman e Manning haviam oferecido no 3-4-2-1. A entrada de Michal Sadílek aos 82 minutos para David Jurásek foi decisiva: quatro minutos depois, ele encontrou Krejčí, que empatou no 86º minuto. O gol de empate do capitão premiou uma exibição dominante — ele disputou 29 duelos e venceu 21, uma presença incansável à esquerda da linha defensiva.
O cartão amarelo de Robin Hranáč no 90+1 destacou a corda bamba em que os checos estavam equilibrados, mas a prorrogação não trouxe grandes riscos. Hallgrímsson esvaziou seu banco, fazendo entrar Jimmy Dunne e Adam Idah no 96º minuto, Sammie Szmodics no 115º e Harvey Vale no 120+1, mas o ímpeto inicial de Parrott havia sido esquecido. Dara O’Shea e Collins defenderam firmemente, mas não havia como liberar Parrott ou Finn Azaz uma vez que os checos controlaram a posse.
A disputa de pênaltis finalmente se inclinou para o lado dos anfitriões. A República Checa converteu quatro cobranças contra três da Irlanda, o suficiente para apagar o erro anterior de Kovář e acender as celebrações dentro da Fortuna Arena.
Forma e ajustes
O 3-4-3 de Hašek contou muito com Krejčí adentrando o meio-campo, criando efetivamente uma caixa com Lukáš Provod e Souček após o intervalo. O ajuste anulou os dois “dez” da Irlanda: espremido por falta de espaço, Azaz recuou em direção a Jayson Molumby para conectar o jogo. O 3-4-2-1 de Hallgrímsson teve promessas no início, especialmente com Coleman sobrepondo Chiedozie Ogbene, mas assim que Browne e Brady foram incumbidos de segurar as laterais, a Irlanda perdeu sua verticalidade. Hašek também venceu a batalha do banco: Sadílek e Adam Karabec, introduzidos aos 82 minutos, adicionaram a assistência e uma nova pressão, enquanto a movimentação de Mojmír Chytil após o 73º minuto exauriu os zagueiros centrais irlandeses antes da breve participação de Jan Kliment na prorrogação.
Momentos chave
- 16º minuto: VAR confirma um pênalti para a Irlanda após Collins ser impedido.
- 19º minuto: Parrott converte o pênalti para uma liderança de 1-0 da Irlanda.
- 23º minuto: O gol contra de Kovář faz o placar 2-0 para os visitantes.
- 27º minuto: Schick converte na marca do pênalti e reduz a desvantagem.
- 46º minuto: Chaloupek e Souček substituem Holeš e Darida enquanto Hašek muda a formação.
- 68º minuto: Brady e Browne entram enquanto Hallgrímsson busca controle.
- 86º minuto: Krejčí empata, assistido por Sadílek.
- Pênaltis: República Checa vence por 4-3.
Números
- Posse de bola: República Checa 58 por cento, República da Irlanda 42 por cento.
- Tiros totais: República Checa 12, República da Irlanda 10.
- Tiros no alvo: três para cada um.
- Escanteios: República da Irlanda nove, República Checa seis.
- Faltas: República Checa 25, República da Irlanda 14.
E agora
Negócio fechado: a República Checa avança para enfrentar a Dinamarca por um ingresso para a Copa do Mundo, impulsionada pela autoridade de Krejčí e um banco que entregou. A Irlanda precisa se reestruturar rapidamente; a equipe de Hallgrímsson precisa de um padrão ofensivo mais afiado antes da chegada da Liga das Nações. Para mais sobre as eliminatórias desta semana, veja Eslováquia vs Kosovo.







