A vitória por 5-2 da Bélgica sobre os Estados Unidos em Atlanta deixou Mauricio Pochettino enfrentando seu primeiro grande revés à frente da seleção nacional, em uma noite onde o controle piscou brevemente antes de desaparecer sob uma avalanche de pressão visitante.
Os Estados Unidos, alinhados no 4-2-3-1 preferido de Pochettino com Weston McKennie conduzindo do meio-campo, acreditaram brevemente que haviam encontrado equilíbrio. McKennie recebeu um cartão amarelo no 19º minuto, mas chegou atrasado na área para marcar no 39º minuto, aproveitando o cruzamento de Antonee Robinson após uma rara falha belga. Isso foi o melhor que conseguiram. Rudi Garcia igualou a formação, mas confiou em seus jovens, e a resposta da Bélgica foi implacável. Zeno Debast empatou no 45º minuto, capitalizando quando os anfitriões desligaram em uma bola parada.
Garcia foi enfático no intervalo que a intensidade precisava aumentar. Amadou Onana atendeu ao chamado, avançando pelo meio-campo para finalizar no 53º minuto após Alexis Saelemaekers dividir as linhas. Quando uma revisão do VAR no 57º minuto confirmou o pênalti da Bélgica, Charles De Ketelaere converteu no 59º minuto, mudando completamente o momentum. A cavalaria chegou dois minutos depois. Garcia lançou uma onda de cinco substituições entre os 61º e 62º minutos, introduzindo Joaquin Seys, Dodi Lukebakio, Loïs Openda, Nathan Ngoy e Koni De Winter, e os pernas frescas trouxeram problemas para uma defesa americana já esticada.
Thomas Meunier, destacado pela direita antes de sua própria retirada aos 70 minutos, forneceu Lukebakio para o quarto gol no 68º minuto. A Bélgica, já em pleno controle, então prosperou no caos. Lukebakio anotou seu segundo no 82º minuto, um lembrete para Garcia de que a profundidade pelos flancos é real. Os Estados Unidos realizaram mudanças próprias entre os 64º e 71º minutos, mas essas alterações apenas sublinharam a diferença na coesão. Pochettino tentou ajustar a forma e o ritmo, introduzindo Cristian Roldán na retomada, e depois apelando para Ricardo Pepi, Patrick Agyemang, Joseph Scally e Giovanni Reyna. O ritmo nunca voltou. McKennie deixou o campo no 70º minuto, Scally recebeu um cartão amarelo no 81º minuto, e a disciplina defensiva se desfez à medida que as linhas se esticavam. Pepi e Agyemang se combinaram para um consolo no 87º minuto, com o atacante suplente deslizando para o gol após o passe de Pepi, mas o dano já estava feito.
O triângulo de meio-campo da Bélgica ditou tudo. Onana dominou a zona onde Johnny Cardoso e Tanner Tessmann inicialmente seguraram sua posição, Saelemaekers avançou para combinar com Kevin De Bruyne, e De Ketelaere manteve Mark McKenzie preso. Mesmo quando Garcia retirou seu capitão no 70º minuto, Youri Tielemans e Axel Witsel simplesmente mantiveram o carrossel girando, com Nicolas Raskin também cedendo à reformulação. O duplo pivô de Pochettino não conseguiu proteger Tim Ream ou McKenzie, que enfrentaram 14 chutes belgas dentro da área e deixaram Matt Turner exposto, apesar de cinco defesas. Muitas vezes os anfitriões foram forçados a jogar pelos lados e os laterais ficaram isolados, o que explica por que o treinador retirou Robinson no 64º minuto, apenas para perder a sobreposição que havia gerado o primeiro gol.
Principais incidentes da partida
- 19º minuto: McKennie recebe cartão amarelo por falta.
- 39º minuto: McKennie marca após assistência de Robinson.
- 45º minuto: Debast empata.
- 53º minuto: Onana finaliza a jogada de Saelemaekers.
- 57º minuto: VAR confirma pênalti da Bélgica.
- 59º minuto: De Ketelaere converte a penalidade.
- 68º minuto: Lukebakio marca após assistência de Meunier.
- 70º minuto: Bélgica realiza cinco substituições, com De Bruyne, Onana, Meunier, Raskin e Doku saindo.
- 81º minuto: Scally é advertido.
- 82º minuto: Lukebakio adiciona o quinto.
- 87º minuto: Agyemang marca um gol após passe de Pepi.
Estatísticas
- Chutes no gol: EUA 5, Bélgica 10.
- Chutes totais: EUA 12, Bélgica 21.
- Posse de bola: EUA 52%, Bélgica 48%.
- Escanteios: EUA 6, Bélgica 6.
- Faltas: EUA 12, Bélgica 21.
- Defesas: Turner 5, Lammens 3.
A reconstrução dos EUA sob Pochettino precisará de uma recalibração defensiva rápida antes da próxima janela, especialmente com pesos pesados à vista. A Bélgica, sob Garcia, sai confiante e se prepara para seu próximo teste com opções de rotação validadas e Lukebakio pedindo mais minutos. Para mais informações sobre esta janela internacional, fique de olho no restante da janela, incluindo Haiti 0-1 Tunísia: Tounekti decide cedo no BMO Field e o próximo Colômbia vs França.







