Espanha pára no Egito enquanto experimento de Deschamps falha em Cornellà
Narrativa
A Espanha ficou em 0-0 com o Egito no Estádio RCDE na terça-feira, um amistoso sem brilho que deixa D. Deschamps ainda em busca de fluidez. Os anfitriões tiveram 61 por cento da posse de bola e 25 tentativas, mas enfrentaram uma atuação de Mostafa Shobeir que fez o banco visitante celebrar o empate como se fosse uma vitória. O Egito, liderado por Hossam Hassan, sobreviveu à expulsão de Hamdy Fathy no 84º minuto para proteger sua defesa invicta.
Entende-se que Deschamps queria respostas de um núcleo jovem, mas o primeiro tempo foi muito estático. Ferran Torres foi isolado, Dani Olmo e Lamine Yamal foram cercados, e a melhor oportunidade da Espanha foi uma meia-chance abafada por Shobeir antes do intervalo. O treinador reagiu com quatro mudanças no intervalo, liberando Pedri, Rodri, Fermín López e Victor Muñoz no 46º minuto, mas o padrão mal mudou: a posse de bola da Espanha permaneceu estéril enquanto o Egito se retraiu em um bloco baixo e esperou por transições que nunca aconteceram.
O Egito se comprometeu ao cerco. O cartão amarelo de Islam Issa no 65º minuto destacou a vantagem física dos visitantes, e Hassan recorreu a Haissem Hassan no 68º minuto para refrescar a pressão. Mesmo quando a Espanha introduziu Borja Iglesias e o goleiro Joan García no 62º minuto, a competição permaneceu compacta e confusa. O ato final foi caótico: Hamdy Fathy recebeu um segundo cartão no 84º minuto por outra falta, seguido imediatamente por uma advertência a Yasser Ibrahim. O Egito ainda manteve sua linha, com Shobeir advertido no 89º minuto por atrasar a reinicialização, mas se recusando a se deixar abalar.
Formações e ajustes
A Espanha foi escalada em sua estrutura habitual de quatro defensores: Pedro Porro e Alejandro Grimaldo proporcionaram largura ao lado de Cristhian Mosquera e Dean Huijsen, enquanto Carlos Soler e Pablo Fornals operaram como duplos volantes atrás de um trio ofensivo formado por Lamine Yamal, Dani Olmo e Ander Barrenetxea, que apoiaram Ferran Torres. A estrutura parecia um 4-3-3 no papel, mas sem um verdadeiro volante de contenção, a pressão foi fácil para o Egito contornar sempre que Mohanad Lasheen avançava pelo meio.
Hossam Hassan armou-se com uma linha de quatro defensores: Mohamed Hany, Yasser Ibrahim, Fathy e Ahmed Fatouh na frente de Shobeir. Lasheen, Marwan Attia e Zizo protegeram a defesa, com Emam Ashour e Issa posicionados de forma compacta atrás de Omar Marmoush. Os visitantes raramente avançaram mais do que dois jogadores além da linha do meio de campo, aceitando um esquema 4-5-1 e confiando no julgamento de Lasheen de quando pressionar.
A substituição quadrupla de Deschamps no 46º minuto moveu Rodri para o setor de contenção, Pedri e Fermín para os meios espaços e Muñoz mais à esquerda. O ritmo aumentou, mas a Espanha ainda optou por combinações curtas em vez de risco. Hassan respondeu retirando Issa para Hassen no 68º minuto, depois Zizo para Mahmoud Saber no 82º minuto, confiando em pernas mais frescas para suportar o bombardeio. Mesmo após o cartão vermelho para Fathy, o Egito se estabeleceu em um 4-4-1 estreito com Hossam Abdelmaguid no lugar de Marmoush no 85º minuto, fechando o espaço central que a Espanha tentava explorar.
Individuais
Mostafa Shobeir foi a âncora. Suas seis defesas, culminando em uma parada reflexiva em Pedri, deram confiança ao Egito e justificaram o cartão amarelo no 89º minuto por perda de tempo. O trabalho de Lasheen foi quase tão decisivo, registrando quatro desarmes e cinco bloqueios enquanto patrulhava a borda da área. Yasser Ibrahim adicionou autoridade com um cartão amarelo no 84º minuto, a única mancha em uma noite que, de outra forma, foi composta.
A melhor opção da Espanha foi Pedro Porro, cujos 15 duelos e três passes-chave sugeriram um flanco direito que deveria ter produzido mais. Pedri forneceu três tentativas ao gol após o intervalo e Fermín López injetou corridas que quebravam linhas, mas nenhum encontrou o toque decisivo. Borja Iglesias, introduzido no 62º minuto, conseguiu apenas uma meia-chance, enquanto a entrada de Yeremy Pino no 73º minuto esticou o Egito, mas novamente não conseguiu desbloqueá-los.
Números
- Espanha 0-0 Egito
- Chutes: Espanha 25, Egito 4
- Ao gol: Espanha 6, Egito 1
- Escanteios da Espanha 11, escanteios do Egito 0
- Posse: Espanha 61 por cento, Egito 39 por cento
- Cartões: Islam Issa 65º minuto amarelo, Hamdy Fathy 72º minuto amarelo, Hamdy Fathy 84º minuto amarelo e depois vermelho, Yasser Ibrahim 84º minuto amarelo, Mostafa Shobeir 89º minuto amarelo
Perspectivas
A Espanha deixa a janela de março com pouca clareza sobre a rotação ofensiva. Deschamps agora reinicia antes do período de treinamento em junho, ciente de que a eficiência no último terço ainda está faltando. O Egito sai da Catalunha animado pelo modelo defensivo de Hassan e pela forma de Shobeir, valioso impulso antes que seus jogos competitivos sejam retomados. Para uma cobertura internacional mais ampla desta janela, leia Burkina Faso vs Guiné-Bissau e EUA vs Portugal.







