Marseille 1-1 Nice: O pênalti tardio de Wahi impede a ascensão de Beye
O Marseille estava a noventa segundos de respirar aliviado na busca europeia, mas saiu do Vélodrome na noite de domingo com um empate 1-1 que mantém a equipe de Habib Beye estagnada em sexto lugar. O Nice, bem retrancado sob Claude Puel, sobreviveu a onda após onda antes que Elye Wahi igualasse de pênalti no 88º minuto, roubando um ponto para um time que ainda encara o perigo do rebaixamento. O resultado mantém os visitantes cinco pontos acima da zona de playoff de rebaixamento.
Análise da Partida
O 3-5-1-1 do Marseille foi todo posse e pressão. Beye confiou em Pierre-Emile Højbjerg como capitão e pivô, e o dinamarquês trouxe a ruptura, finalizando o passe rasteiro de Tochukwu Nnadi no 66º minuto após uma jogada paciente pelo meio-campo. Até então, os anfitriões já haviam registrado 18 tentativas dentro da área, com Yehvann Diouf sendo a principal razão pela qual o Nice ainda estava vivo.
Puel reagiu cedo. Morgan Sanson foi substituído por Sofiane Diop no intervalo, uma tentativa de unir transições a partir do 5-4-1. Emerson, advertido no 29º minuto, saiu aos 62, enquanto Tadjidine Mmadi entrou para fechar o jogo, e minutos depois Mason Greenwood substituiu Arthur Vermeeren para refrescar as linhas entre o meio-campo e o ataque.
O finale se desenrolou em três minutos. Timothy Weah recebeu cartão amarelo no 86º minuto em meio à crescente tensão, Geronimo Rulli seguiu por dissentimento um minuto depois, e então Wahi permaneceu gelado. Jonathan Clauss penetrou na área, provocou a falta de Mmadi, e Wahi converteu o pênalti antes de sair aos 90+1 com o ponto garantido. O banco do Nice sentiu-se justificado: resiliência e um último lampejo de qualidade asseguraram um empate que estabiliza sua luta pela sobrevivência.
Foco Tático
A estrutura do Marseille lhes deu controle sem contestação. Højbjerg registrou 97 passes, espalhando o jogo para Weah e Emerson aberto, enquanto Quinten Timber se encaixou para sobrecarregar os espaços centrais. Leonardo Balerdi avançou, registrando seis chutes — um sintoma do bloco baixo do Nice cedendo território —, mas a falta de um segundo gol deixou a porta entreaberta.
O 5-4-1 de Puel era pura contenção. Abdulay Juma Bah e Kojo Peprah Oppong permaneceram próximos, forçando o Marseille a cruzar em número. Hicham Boudaoui fez uma cobertura incansável, vencendo nove de dez duelos. A entrada de Kaïl Boudache por Mohamed-Ali Cho aos 67 minutos e a chegada de Kevin Carlos Omoruyi aos 81 finalmente deram ao Nice algumas saídas, e mesmo assim foi necessário um carrinho mal calculado de Mmadi para lhes dar a chance de vida.
Números a Notar
- Posse: Marseille 69 por cento, Nice 31 por cento.
- Chutes: Marseille 24 ao todo, 6 no alvo; Nice 5 ao todo, 2 no alvo.
- Gols esperados: Marseille 2.08, Nice 1.46.
- Escanteios: Marseille 7, Nice 1.
- Disciplina: Emerson advertido no 29º minuto; Facundo Medina e Wahi no 44º; Weah no 86º; Rulli no 87º.
O que vem a seguir
O Marseille permanece com 53 pontos, três atrás do Rennes, quinto colocado, na busca pela qualificação europeia, então a comissão de Beye exigirá finalizações mais agudas antes que a reta final se estreite. O Nice continua em 15º com 30 pontos, cinco à frente do Auxerre na zona de playoffs de rebaixamento, e Puel pode apontar para sua organização defensiva como prova de que o elenco ainda possui a resiliência necessária para finalizar o trabalho.







