Margem de erro do Marseille
O Marseille ocupa a sexta posição com 52 pontos e as contas são implacáveis: fracassar contra o Nice na noite de domingo pode significar o fim da corrida pela Liga dos Campeões antes de maio. O Vélodrome espera total controle. Habib Beye sabe que precisa de mais uma vitória em casa para acompanhar Rennes e um Lyon em ascensão.
O quebra-cabeça da seleção de Beye
Beye tem contado com um ataque formado por Mason Greenwood, Pierre-Emerick Aubameyang e Amine Gouiri sempre que os três estão disponíveis. O trio tem sido responsável por boa parte dos 58 gols do Marseille, então a linha de suprimento precisa ser afiada novamente. Beye alternou entre um 4-3-3 e um mais estreito 4-2-3-1, dependendo da condição física de sua tela no meio-campo. Fique atento para ver se ele confia em um duplo pivô formado por Geoffrey Kondogbia e Pierre-Emile Højbjerg para liberar Hicham Abdelli mais à frente ou se mantém um corredor extra para inundar os flancos de Claude Puel.
Nice sob pressão
Claude Puel chega com o Nice na 15ª posição com 29 pontos, cinco à frente da zona de play-off de rebaixamento, mas com um saldo de gols de menos 22 e apenas três vitórias fora de casa. As atuações permanecem frágeis: uma coleta de apenas 34 gols ilustra o quão pouca margem eles possuem no ataque, então Mohamed Ali Cho precisa de mais ajuda de Elye Wahi ou Sofiane Diop. Puel geralmente manteve um sistema 4-4-2 desde que voltou, preferindo o espaçamento compacto e ataques em transição através de Cho. A questão é se isso será suficiente para withstand a pressão alta do Marseille, especialmente se Beye implantar Kondogbia e Højbjerg juntos para sufocar o terceiro meio-campo.
Chaves táticas
Os números do Marseille em casa sugerem um plano. Dez vitórias no Vélodrome vêm de pressão inicial, seguida por mudanças rápidas para isolar Greenwood em um contra um. Espere que Beye empurre seus laterais altos para prender os meio-campistas abertos do Nice, forçando Puel a fazer um ajuste no sistema defensivo ou arriscar espaço atrás de seus jogadores de lado. O Nice irá buscar recuperar a posse e contra-ataques rápidos, então a defesa de descanso do Marseille, provavelmente com um trio em linha, com um lateral segurando, deve se manter disciplinada.
As bolas paradas podem desequilibrar. O Marseille sofreu 40 gols, mas raramente com segundas bolas em casa, enquanto o Nice foi vazado em jogadas de bola parada toda a temporada. Beye insistiu em corridas agressivas na área próxima do gol por seus zagueiros; essa é uma via clara contra uma equipe do Nice que tem dificuldades para afastar o primeiro cruzamento. Por outro lado, o Nice precisa de precisão de Melvin Bard e Jonathan Clauss se quiser esticar o Marseille lateralmente e criar janelas de cruzamento.
Números chave
- Recorde em casa do Marseille: 10 vitórias, 3 empates, 2 derrotas, 37 gols marcados, 18 sofridos.
- Recorde fora de casa do Nice: 3 vitórias, 2 empates, 10 derrotas, 16 gols marcados, 30 sofridos.
- Gols do Marseille nesta temporada: 58, o segundo melhor fora dos dois primeiros.
- Gols sofridos pelo Nice: 56, a segunda pior defesa na Ligue 1.
O que vem a seguir
Aqui vamos nós: o Marseille precisa de três pontos para manter a pressão sobre Lille e Lyon. Um deslize abre a porta para o Monaco, que enfrenta seu próprio dilema longe de casa no domingo (ler mais). Para o Nice, qualquer coisa menos que um empate disciplinado os puxará diretamente para a zona de rebaixamento ao lado do Auxerre. As apostas são claras, o tempo é curto, e tanto Beye quanto Puel sabem que os noventa minutos de amanhã podem definir sua reta final.







