Wolves 1-1 Sunderland: A missão de resgate de Pereira para
Os Wolves foram obrigados a se contentar com um empate em 1-1 contra o Sunderland com dez jogadores no Molineux no sábado, deixando a equipe de Vítor Pereira ainda presa na lanterna da Premier League. O ponto levou o Sunderland a 47 e os mantém confortáveis na metade da tabela, enquanto os Wolves permanecem na 18ª posição, precisando de uma recuperação improvável nos últimos três jogos para se livrar do perigo.
Pereira manteve seu conservador 3-4-2-1, com Santiago Bueno flanqueado por Yerson Mosquera e Toti, contra o 4-2-3-1 de R. Le Bris, que tinha Granit Xhaka como peça central. Os primeiros momentos favoreceram o Sunderland, com seu duplo pivô definindo o ritmo, e um padrão limpo surgiu: o Sunderland aguardando transições, enquanto os Wolves tentavam dar passes para Tolu Arokodare cedo.
O plano do visitante deu fruto no 17º minuto. Xhaka percebeu a corrida de Nordi Mukiele, fez o passe e Mukiele finalizou passando por Daniel Bentley. O Sunderland liderou, 11 contra 11, sem precisar de volume no ataque, apenas precisão do seu capitão.
Em seguida, houve caos. No 23º minuto, o VAR interveio, e um minuto depois, Daniel Ballard foi expulso por conduta violenta após puxar Arokodare durante uma disputa de bola parada. Com o Sunderland reduzido a dez, Le Bris colocou Trai Hume na linha de defesa sem a posse de bola e confiou a Xhaka a missão de comandar o meio-campo sozinho.
Os Wolves dominaram a posse após a expulsão, mas continuaram a encontrar Robin Roefs. Adam Armstrong o fez trabalhar duas vezes, Mosquera ameaçou com um escanteio reciclado, mas o gol de empate não chegou antes do intervalo. Pereira reagiu no intervalo, retirando Pedro Lima e introduzindo Rodrigo Gomes para proporcionar largura natural à direita.
A mudança agudizou os ângulos dos Wolves. Rodrigo puxou para a linha, Hugo Bueno atacou o lado oposto, e a igualdade chegou no 54º minuto. Hugo Bueno forneceu o passe final, Santiago Bueno converteu de perto, de zagueiro a zagueiro, para finalmente furar Roefs.
Le Bris reorganizou aos 72 minutos, colocando Dennis Cirkin, Habib Diarra e Wilson Isidor para preencher os canais laterais e oferecer uma saída. Brobbey, já advertido no 45+2 minuto, foi substituído para garantir que o Sunderland terminasse com um ponto focal que pudesse atacar os espaços em vez de simplesmente disputar duelos aéreos contra um zagueiro a mais. Xhaka recebeu um cartão amarelo no 56º minuto por protestar, mas continuou a ditar as saídas e os tempos de descanso do Sunderland. O cartão amarelo de Cirkin no 81º minuto refletiu o esforço, mas também a disciplina: o Sunderland permitiu apenas sete chutes no alvo durante os 90 minutos.
Roefs encarnou essa resistência. O goleiro fez seis defesas, comandou sua área e ainda recebeu um aviso no 90+2 minuto por desacato durante o cerco final. Pereira buscou a vitória, introduzindo Angel Gomes para Hugo Bueno no 78º minuto, depois Tom Edozie para Arokodare no 90+3 minuto, mas a finalização dos Wolves novamente os traiu. Seus 1.72 gols esperados resultaram em apenas um gol, e sua posse de bola de 58% raramente se transformou em chances de alta qualidade entre as traves.
Três dias depois, a tabela é implacável. Os Wolves permanecem dois pontos atrás do Burnley, 19º colocado, com três jogos por jogar. O Sunderland continua em 12º lugar com 47 pontos, mantendo a metade superior da liga ao seu alcance, enquanto Le Bris gerencia cuidadosamente os minutos antes de seu próximo compromisso. Espera-se que Pereira se concentre em treinos de finalização esta semana, sabendo que as margens são pequenas na reta final.
Estatísticas
- Posse de bola: Wolves 58%, Sunderland 42%
- Chutes totais: Wolves 20, Sunderland 10
- Chutes no alvo: Wolves 7, Sunderland 2
- Gols esperados: Wolves 1.72, Sunderland 0.66
- Defesas: Daniel Bentley 1, Robin Roefs 6
- Escanteios: Wolves 6, Sunderland 3







