Manchester City e Aston Villa compartilharam muitos dramas no dia da final ao longo das décadas, não menos que aquele delirante 3-2 em 2022, quando o City recuperou uma desvantagem para conquistar o título. Desta vez, o script do Etihad virou: o lado de Guardiola precisava da vitória apenas para terminar de forma honrosa atrás do Arsenal, no entanto, foi o ambicioso Villa de Unai Emery quem saiu com os pontos e uma vitória por 2-1 que destacou seu retorno às posições da Liga dos Campeões.
O City começou com um 4-2-2-2 que parecia improvisado, Phil Foden e Tijjani Reijnders liderando a linha com Savinho e Antoine Semenyo posicionados à frente de Bernardo Silva e Nico González. O ritmo foi inicialmente do City, e Semenyo foi recompensado aos 23 minutos, chegando no espaço interior à esquerda para marcar após a linha defensiva do Villa falhar em seu primeiro verdadeiro momento de pressão. Por um tempo, parecia que Guardiola havia encontrado uma última reviravolta em uma temporada onde o Arsenal havia redefinido o zeitgeist inglês.
Emery, no entanto, vê o futebol como um ecossistema a ser equilibrado minuto a minuto. Matty Cash substituindo Andrés García no intervalo reforçou o Villa pela direita e em dois minutos Leon Bailey e Ross Barkley combinaram para empurrar o City para trás, com Ollie Watkins guiando o empate aos 47 minutos. A defesa do City ficou abalada pela velocidade daquela reconfiguração? O espaçamento sugeria que sim, com John Stones e Rúben Dias de repente relutantes em avançar para o meio-campo.
Quando Barkley deslizou um passe para Watkins para o segundo gol decisivo aos 61 minutos, o 4-2-3-1 do Villa era totalmente sobre nuances táticas, Emiliano Buendía se movendo para dentro para sobrecarregar os meios-espaços enquanto Douglas Luiz se ancorava ao lado de Lamare Bogarde. Watkins, muitas vezes a personificação da resiliência do Villa, controlou os nervos e marcou novamente para colocar os homens de Emery à frente. Guardiola respondeu com uma série de substituições: Rayan Cherki por Semenyo aos 58 minutos, Mateo Kovačić por Bernardo Silva momentos depois, e então mais mudanças entre os minutos 77 e 78, quando Jérémy Doku, Rayan Aït-Nouri e Joško Gvardiol entraram. Nada disso realmente reenergizou uma equipe cuja cadência ofensiva continuava quebrando nas linhas disciplinadas do Villa.
O City ainda criou esperanças tardias. A velocidade de Doku foi uma injeção fresca, Foden achou que havia empatado no segundo minuto de acréscimo, apenas para o VAR cancelar o gol. O cartão amarelo de Rico Lewis aos 82 minutos resumiu a crescente frustração de um time que de repente perdeu a compostura. James Trafford teve que ficar alerta para manter a margem administrável, no entanto, foi Marco Bizot, firme atrás de Tyrone Mings e Pau Torres após este substituir Victor Lindelöf aos 73 minutos, quem sairia o goleiro mais satisfeito.
Estruturalmente, o duplo pivô de Guardiola formado por González e Bernardo parecia elegante no papel, mas deixava espaços que o Villa saqueava repetidamente assim que Buendía e Barkley encontravam seus ângulos. Savinho e Reijnders tentavam driblar por janelas estreitas, mas a linha defensiva do Villa, ajudada por Luiz e mais tarde Youri Tielemans, continuava empurrando o City para os lados e confiando em Watkins para fazer cada recuperação valer a pena. Quando Kovačić entrou, o tempo de passe melhorou, mas não a clareza no terço final.
Números chave:
- Posse de bola: Manchester City 52 por cento, Aston Villa 48 por cento
- Chutes: Manchester City 16, Aston Villa 12
- Gols esperados: Manchester City 1.25, Aston Villa 1.58
- Chutes a gol: Manchester City 3, Aston Villa 5
- Escanteios: Manchester City 9, Aston Villa 4
Assim, o City termina a campanha com 78 pontos, sete atrás do Arsenal, e a auditoria de verão de Guardiola será minuciosa, especialmente no ataque, onde o projeto de longo prazo pós-Haaland ainda carece de definição. O Villa, quarto com 65 pontos, reentra na elite da Europa com Watkins em forma irresistível e os métodos de Emery mais uma vez validados. A fase de grupos da Liga dos Campeões no próximo outono fará novas perguntas, mas se o Villa conseguir preservar a convicção mostrada aqui, o próximo capítulo promete ser instigante.







