O Nice venceu o Saint-Étienne por 4-1 na noite passada e garantiu sua permanência na Ligue 1 dentro de um Allianz Riviera vazio, punição pela invasão de campo anterior, mas também o recomeço que Claude Puel exigiu.
Puel manteve seu esquema 3-4-2-1, com Elye Wahi na linha de frente ao lado de Tom Louchet e Mohamed Ali Cho, enquanto Philippe Montanier manteve o Saint-Étienne em um 4-3-3 que empurrou Irvin Cardona e Lucas Stassin para cima. O primeiro tempo foi nervoso, em parte após o cartão amarelo recebido por Dante no 46º minuto, mas as seis tentativas de Wahi e os cruzamentos precisos de Jonathan Clauss sugeriram o espaço que o Nice finalmente exploraria.
A mudança dupla de Puel no reinício — Sofiane Diop por Melvin Bard e Kaïl Boudache por Cho — se revelou decisiva. Clauss deu à noite seu momento de virada ao marcar no 62º minuto, uma recompensa pela pressão que aumentou assim que Diop se posicionou para sobrecarregar a direita. Montanier respondeu com Florian Tardieu e João Ferreira aos 63 minutos, mas a primeira real investida deles só chegou após o VAR confirmar um pênalti no 76º minuto, e Zuriko Davitashvili igualou a partir da marca da cal aos 79 minutos.
A resposta foi imediata. Boudache restaurou a liderança no 81º minuto, validando a decisão de Puel no intervalo. Louchet então deixou Wahi livre para o terceiro gol no 87º minuto, antes de Wahi receber o passe de Diop e marcar novamente no 90º minuto, levando um cartão amarelo no 88º pela celebração exuberante. Quando Isak Jansson entrou no lugar de Wahi aos 90+5, isso se tornou uma afirmação sobre resiliência mais do que sobre rebaixamento.
O impacto do banco do Nice contou a história. Diop acumulou três passes decisivos em 45 minutos, Boudache acertou o alvo duas vezes e marcou uma, e Puel gerenciou os minutos finais com calma ao colocar Abdulay Juma Bah no lugar de Dante no 78º minuto. O Saint-Étienne deve se perguntar como cedeu a vantagem tão rapidamente após ter empatado, mesmo com Gautier Larsonneur defendendo seis chutes e Kevin Pedro resistindo a onda após onda pela esquerda.
Números chave:
- Chutes ao gol: Nice 10, Saint-Étienne 2
- Posse de bola: Nice 52 por cento, Saint-Étienne 48 por cento
- Total de passes: Nice 421 com 86 por cento de precisão, Saint-Étienne 388 com 84 por cento
- Escanteios: Nice 6, Saint-Étienne 4
Para o Nice, o verão agora se torna sobre reforçar um elenco que flertou com o rebaixamento por muito tempo, mas possui um núcleo que vale a pena manter. Montanier enfrenta uma tarefa mais difícil: o Saint-Étienne precisa de velocidade na transição e de um produto final mais afiado antes do início da nova temporada. Para mais contexto internacional, à medida que os elencos se reaprumam, veja A reorganização dos Faraós de Hassan derrota a Rússia enquanto a preparação para a Copa do Mundo termina em alta.







