A vitória do Brasil por 6-2 sobre o Panamá parecia uma declaração de C. Ancelotti enquanto ele acelera o processo final de seleção antes da janela do torneio deste verão. Mesmo em um amistoso, o Maracanã exigiu clareza e o Brasil entregou isso em dois minutos. Vinícius Júnior finalizou a jogada que Casemiro iniciou para quebrar a defesa de cinco jogadores de Thomas Christiansen antes que a partida se estabelecesse.
O Panamá recebeu a igualdade no 14º minuto quando Matheus Cunha desvio para o próprio gol, um lembrete de que este Brasil ainda é uma obra em andamento. A resposta foi medida, e não frenética. Casemiro, ancorando o 4-2-3-1 com Bruno Guimarães, restaurou a autoridade no 39º minuto, chegando para receber o passe de retorno de Vinícius Júnior e marcando após a verificação do VAR no 42º minuto confirmar o gol. A única mancha para o Panamá antes do intervalo foi o cartão amarelo de César Blackman aos 45+2, resultado de uma perseguição às sombras no flanco direito.
Ancelotti mudou o roteiro no intervalo, colocando dez substitutos em campo: Ederson, Douglas Santos, Danilo, Roger Ibañez, Lucas Paquetá, Danilo Oliveira, Fabinho, Igor Thiago, Rayan e Endrick. O efeito foi imediato. Igor Thiago, o centroavante nominal na nova formação, deixou Rayan na cara do gol para marcar no 53º minuto e acabar com qualquer noção de retorno. Douglas Santos, colado na linha lateral esquerda, preparou Paquetá para marcar no 60º minuto. Três minutos depois, Igor Thiago converteu o pênalti para 5-1, reforçando seu caso para ser mais do que uma opção no banco.
Paquetá continuou ditando entre as linhas e, no 81º minuto, seu passe atrasado permitiu que Danilo Oliveira adicionasse o sexto. A avalanche de alterações do Panamá entre os 65 e 66 minutos, trocando por pernas frescas na linha de defesa e no meio-campo, pouco mudou. O consolo tardio veio no 84º minuto de Carlos Harvey, pouco antes de ser substituído por Víctor Griffith, que ao menos recompensou sua mistura de resiliência e ambição na posse de bola, uma qualidade também mantida pelos seis saves de Orlando Mosquera.
Isso foi tanto sobre estrutura quanto sobre brilho. Os laterais Wesley e Alex Sandro no primeiro tempo foram conservadores, protegendo Bremer e Léo Pereira contra os alas do Panamá. Após o intervalo, Douglas Santos e Danilo sobrepuseram-se incansavelmente, comprimindo o 5-4-1 de Christiansen e forçando os visitantes a saídas apressadas. Com Fabinho protegendo os contra-ataques e Paquetá oferecendo quatro assistências em 49 minutos, o Brasil parecia equilibrado mesmo enquanto buscava gols.
Vinícius Júnior e Casemiro definiram o tom antes do intervalo. Igor Thiago e Paquetá fecharam com chave de ouro. O movimento ágil de Rayan, o golpe tardio de Danilo Oliveira e a compostura de Ederson com a bola completaram uma noite que destacou tanto a profundidade quanto o poder das estrelas. Para o Panamá, a autoridade de Harvey no meio-campo e a disposição de substitutos como Tomás Rodríguez para atacar os espaços estimularão Christiansen, mas a estrutura defensiva desabou uma vez que o Brasil acelerou o ritmo.
Estatísticas
- Chutes a gol: Brasil 12, Panamá 9
- Posse de bola: Brasil 54 por cento, Panamá 46 por cento
- Precisão nos passes: Brasil 88 por cento, Panamá 87 por cento
- Defesas: Alisson e Ederson somados 8, Mosquera 6
- Cartões: César Blackman (amarelo, 45+2 minutos)
O Brasil sai com novos dados e um gráfico de profundidade mais claro, o tipo de evidência que Ancelotti precisa antes de cortar seu elenco ainda este mês. O Panamá agora gira suas atenções para seus compromissos regionais, sabendo que a margem de erro se estreita rapidamente neste nível.







